Comércio eletrônico é a atividade mercantil que conecta eletronicamente, de um lado, os clientes, e do outro, os fornecedores. Bancos, empresas de cartões de crédito e todo o mundo empresarial estão investindo pesado para tornar a utilização da Internet cada vez mais segura e rápida. Todo o avanço tecnológico da rede está surgindo a partir destes esforços.
Veja a seguir alguns conceitos importantes:
E-business x e-commerce
Hoje em dia muito se fala em e-business (“eletronic business” ou “negócio eletrônico”), que não deve ser confundido com e-commerce (ou “comércio eletrônico”). O e-business pode ser definido como uma estratégia de inserção da empresa na Internet, visando automatizar suas atividades em diversas áreas, como as comunicações internas e externas, a transmissão de dados, os controles internos, o treinamento de pessoal, os contatos com fornecedores e clientes, entre outras possibilidades. O e-commerce – ou comércio eletrônico, por outro lado, é parte integrante do e-business. É a atividade mercantil que, em última análise, vai fazer a conexão eletrônica entre a empresa e o cliente para a venda de produtos ou serviços, seguindo a estratégia estabelecida pelo e-business.
B2B, B2C, B2G, C2G
Apesar de a maioria das empresas brasileiras ainda utilizar a Internet como veículo de marketing institucional, o comércio eletrônico começa a ganhar importância no mundo digital de tal maneira que não basta mais possuir uma home page institucional; é necessário conhecer e se interessar pelo business to consumer – B2C (vendas diretas para o consumidor) e business to business - B2B (transações comerciais entre empresas). Estes novos termos devem estar presentes no vocabulário de qualquer empresário interessado em conquistar vantagem competitiva para seu negócio. E, como no chamado ciberespaço a geografia é o que menos importa, as oportunidades de sucesso são iguais tanto para empresas de grande porte como para as pequenas.
B2B – Business to Business (empresa-empresa): o nome que se dá a transações comerciais entre empresas. Muitas empresas utilizam este tipo de e-commerce para se relacionar com seus fornecedores, fazendo pedidos, recebendo e pagando faturas, trocando dados, captando novos parceiros etc. Exemplo: Veja o caso da empresa fictícia XYZ. Ela trabalha com equipamentos médicos. Seu negócio é comercializar estes produtos. Seus fornecedores são brasileiros e alemães. Como a Internet consegue se relacionar com ambos em tempo real e a baixo custo, eles podem trocar informações via e-mail ou on-line – ICQ, MSN ou Skipe , fazer reuniões on-line com imagem, receber os pedidos de clientes em seu web site e já repassá-los por e-mail para seus fornecedores. Estes checam a disponibilidade do produto no estoque e enviam para o endereço da XYZ, que, por sua vez, realiza o pagamento on-line, da mesma forma que recebeu de seus clientes. Sempre que necessita, recebe e transmite informações sobre os produtos, como novas linhas, assistência técnica, condições de pagamento etc. Ou seja, realizou tudo sem sair da frente do computador.
B2C – Business to Consumer (empresa – consumidor): Outra forma de comércio na Internet é o business-to-consumer. Nesta categoria, a empresa vende diretamente ao consumidor. Um determinado consumidor entra no seu web site em busca de um produto. Lá, ele o encontra. Busca por informações referentes a este produto, manual técnico, funcionamento, preço, prazo de entrega, assistência técnica etc. Satisfeito com as informações, ele começa a realizar a compra. Entra no módulo adequado para realizar esta compra, escolhe o produto ou produtos e processa o pagamento, que pode ser de diversas formas, entre as mais comuns, depósito em conta corrente, boleto bancário, cartão de crédito, internet banking. O mais aconselhável é utilizar meios de pagamento eletrônico, com sistemas seguros, para dar maior confiabilidade ao cliente. B2G – Business to Goverment (empresa – governo): Abrange todas as transações entre as empresas e organizações governamentais. Atualmente, esta categoria está apenas começando, mas poderia se expandir rapidamente se os governos usassem suas próprias operações para promover o crescimento do comércio eletrônico. Alguns governos estaduais começaram a implantar a nota fiscal eletrônica, que além de reduzir a emissão de documentos em papel têm permitido aumentar o nível de arrecadação fiscal.
C2G – Consumer to Goverment (consumidor – governo): Com o crescimento das categorias empresa-consumidor e empresa-governo, os governos podem estender suas interações eletrônicas com o consumidor, como é o caso do Imposto de Renda, que pode ser declarado pela Internet.
Fonte: Sebrae


